SL Benfica - José Antonio Camacho
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Teve duas passagens pelo Benfica, e não uma. A primeira começou em dezembro de 2002, com uma vitória por 3-1 sobre o Gil Vicente no jogo de estreia, no dia 4 desse mês, e durou até 2004. Valeu a Taça de Portugal de 2003/04, conquistada frente ao Porto e primeiro troféu do clube em oito anos, numa época marcada pela morte do jovem avançado húngaro Miklós Fehér no relvado de Guimarães, em janeiro de 2004. Regressou em 2007, mas a segunda passagem foi breve e infeliz, terminando em março de 2008 com a equipa muito longe da frente; o último jogo foi um empate 2-2 com o Leiria, no dia 9 desse mês. Nas duas passagens dirigiu a equipa em 109 jogos e venceu 66.
O seu futebol era exatamente o que a carreira de jogador fazia prever: duas linhas rígidas de quatro, uma defesa estreita e compacta, agressividade no desarme e ataques rápidos e diretos pelas alas assim que a bola era recuperada. Valorizava mais uma baliza inviolada do que uma exibição, o que lhe granjeou respeito, mas nunca afeto, na Luz. Depois treinou o Osasuna, orientou a seleção da China de 2011 a 2013 e, mais tarde, a do Gabão.
Filosofia de Treino
Camacho construía tudo a partir da organização defensiva, trabalhando com duas linhas rígidas de quatro num 4-4-2 e uma linha defensiva que se mantinha compacta e estreita em vez de ir atrás da bola.
Lateral-esquerdo feroz nos tempos de jogador, exigia a mesma combatividade às suas equipas: agressividade nos duelos, nada de fugir ao desarme e disciplina posicional total. Os ataques eram rápidos e diretos, lançados pelos corredores laterais assim que a bola era recuperada, e dava muito mais valor a uma baliza inviolada e a um resultado do que à estética da exibição.